segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Já denominada de Araucaria brasiliensis, o pinheiro-do-Paraná, ou simplesmente "araucária", é uma elegante árvore, com copa em forma de taça, característica das florestas úmidas e de climas mais amenos do sul do Brasil. Todos conhecem seus "frutos", o famoso pinhão. Esta bela árvore já foi mais comum na região do Planalto Paulistano mais ainda empresta sua graça à paisagem de nossa região. Sua semente, o popular "pinhão" das festas de junho, era uma das bases da alimentação dos indígenas ou aborígenes do sul, que conheciam várias formas de consumo e conservação. Seus pinhões são também muito apreciados por animais. A gralha-azul, pássaro típico das florestas de pinhais, dissemina a espécie quando esconde, enterrando os pinhões, para consumi-los depois. Os pinhões esquecidos vão produzir as novas árvores. É espécie dióica (duas casas do grego; di, dois ou duas e oikos, casa), possuindo árvores de sexo separado, masculinas e femininas. O segundo nome da espécie, "angustifolia", do latim, lembra angústia ou dor, pelas suas folhas pontiagudas, que machucam como uma agulha. Sua madeira de boa qualidade é excelente para vários usos, tendo sido produto comercial e de exportação do país. Isto levou à criação do extinto Instituto Nacional do Pinho, um dos nossos primeiros órgãos de controle florestal, o qual, juntamente com outros órgãos de pesquisa ou controle da exploração florestal, deram origem ao IBDF, atual IBAMA. No entanto, o extrativismo durante centenas de anos quase levou a espécie à extinção. Atualmente é protegida por lei, sendo plantada comercialmente para obtenção de pasta de celulose e madeira. No caso de nossa região, há uma discussão científica, no meio de botânicos e fitogeográfos, se a araucária seria de ocorrência natural ou plantada pelo homem. Estudos que estamos realizando na região do Morro Grande, têm demonstrado que a espécie, além de plantada, ocorre naturalmente na região, com populações de pinhões menores e mais espessos. As plantadas normalmente são oriundas do sul (PR, SC ou RS), e têm pinhões mais longos e finos, muito provavelmente já cruzando com as naturais.

Nenhum comentário:

Postar um comentário